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| Reunião do G20, no ano passado: força tarefa seria criada dentro do grupo das maiores economias do país, para que desenvolva as medidas necessárias para o fim da pandemia |FOTO: Efe |
A ideia é que a medida surja no interior do G20, o grupo composto pelas 20 maiores economias do planeta, coordenando todos os esforços - científicos, políticos, econômicos e afins - para combater a pandemia. Para isso, foi assinada uma carta de intenções onde os signatários se posicionam e se prontificam a pensar na melhor maneira de acabar com o coronavírus - ou qualquer pandemia que porventura surgir.
Entre os pensadores e idealistas signários do pacto estão figuras como os ex-primeiros-ministros
Tony Blair, Gordon Brown (Reino Unido), Ehud Barak (Israel), José Luís Zapatero (Espanha), José Manuel Barroso (Portugal); os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Felipe Calderón (México), Juan Manuel Santos (Colômbia), entre outros. Também compõem a lista o ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moo; o ex-secretário-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, além de ex-diretores da Organização Mundial da Saúde (OMS) e acadêmicos.
A emergência econômica não será resolvida até que a emergência de saúde seja resolvida: a emergência de saúde não terminará simplesmente exterminando a doença em apenas um país, mas garantindo a recuperação do covid-19 em todos os países, afirma o comunicado.
O grupo ressalta em estipular medidas para acelerar a busca por uma vacina e tratamentos, além de reativar a economia global. Para esse pacto ter vida de fato, os líderes visam a liberação de US$ 8 bilhões para acelerar o esforço global de vacinas, cura e tratamento e mais US$ 35 bilhões para apoiar sistemas de saúde, com a aquisição, de forma coordenada, de ventiladores a kits de teste e equipamentos de proteção para profissionais de saúde.
"Em vez de cada país, estado ou província dentro dele, competir por uma parte da capacidade existente, com o risco de aumentar rapidamente os preços, também devemos aumentar bastante a capacidade, apoiando a OMS na coordenação da produção e aquisição global de suprimentos médicos, como kits de teste, equipamentos de proteção individual e tecnologia da informação para atender a demanda mundial. Também precisaremos armazenar e distribuir equipamentos essenciais”, diz a carta.
Os notáveis também pedem a injeção de US$ 150 bilhões em países em desenvolvimento para que possam combater os efeitos da crise médica e econômica, impedindo que uma segunda onda da doença retorne aos países à medida em que saiam da primeira onda. A carta também fala em renunciar ao pagamento de juros da dívida para os países mais pobres, incluindo US$ 44 bilhões da África ainda este ano.
Eles ainda propõem a emissão de US$ 500 a US$ 600 bilhões em recursos adicionais pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na forma de direitos de saque especiais. Se nenhum recurso for investido, o resultado, segundo os líderes globais, pode ser catastrófico, podendo haver 1,2 milhão de mortes por Covid-19 na África e nos países mais pobres da Ásia, em meio ao perigo de provocar a segunda rodada da doença no resto do mundo.


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